eis o sonho: há notícias de que tudo vai mudar na empresa. você será afetado. reuniões. fofocas. burburinhos. nada acontece. morre o chico anisio. horas de trabalho. saio às onze da noite. está escuro. mochila nas costas. não tenho carro. ando pela rua com destino ao metrô. um fusca. um homem sai: "é você mesmo". eu me assusto. ele abre o porta-malas e saca uma arma que parece uma furadeira. aponta pra mim. me afasto. saco um ipad e uso como escudo. ele mira: "a ordem é para eu te matar!". o ipad segue como escudo. ele grita: "mas gostei de você. não vou te matar! só vou te punir!". e atira na minha orelha. perco uma parte da cartilagem. dói muito. corro para recuperá-la no chão. ele foge no fusca. saio correndo, sangrando na orelha, e com a cartilagem na mão. os táxis têm a luz acesa, mas não param. um pára. black. estou no hospital. prédio caindo aos pedaços. olho pela janela. é nova iorque. ligo para minhã mãe. ela atende e recebe a notícia do tiro com naturalidade: "estou indo". ninguém me atende, mas a orelha já está enfaixada. aparece meu chefe: "essa questão da orelha você resolve depois. vamos falar de trabalho. tudo vai mudar". com a orelha enfaixada, entro na sala de reuniões. cartilagem escondida no bolso. acordo. dezoito mensagens. até o porteiro queria saber onde eu estava. a mensagem principal era: "o lombardi está de folga". é com você, lombardi.
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